quarta-feira, 25 de abril de 2018

5 dicas do Google para criar seu negócio do zero

Startups aceleradas no Google Campus, centro de empreendedorismo da gigante de tecnologia, deram conselhos essenciais pelo app Google Primer. Confira:

São Paulo – Misturar sonhos e realidade na hora de criar a empresa. Organizar o pensamento, colocando tudo no papel. Conhecer de verdade as pessoas que você pretende impactar. E, claro, ser confiante e fazer de tudo para seu negócio estar na crista da onda.
Tais máximas para criar uma pequena empresa do zero (e obter sucesso) foram dadas por quem já teve essas experiências: as startups Nama, Eureciclo, Sensedata, Upbeat, Alugalogo, Trakto, Handtalk, Bliive, Baby&Me, SciCrop, Smarttbot, StoryMax, EasyCrédito e Cuponeria.
As 14 empresas são residentes do Google Campus, espaço da gigante de tecnologia para acelerar negócios inovadores. Em evento realizado no Campus, algumas dessas startups detalharam quais dicas principais dariam a quem quer começar a empreender.
Os conselhos estão no Primer, aplicativo global do Google com lições de cinco minutos em marketing digital e negócios. Agora, o app conta com o “Manual do Empreendedor”, que reúne uma lição de cada startup nos blocos “Encontre sua ideia”, “Tire sua ideia do papel” e “Faça sua ideia crescer”.
Confira, a seguir, as dicas das startups aceleradas pelo Google para criar seu negócio do zero:

— A melhor ideia vem das paixões e do mercado

Como você pode encontrar a melhor ideia de negócio? Para Fábio Sato, diretor de novos negócios da startup EuReciclo, um empreendedor deve olhar oportunidades que se adaptem ao mercado e, ao mesmo tempo, combinem com suas competências.
“A ideia não pode ser mais importante que você. Por isso, não tenha medo de sair divulgando sua ideia com o mercado – afinal, você é a melhor pessoa existente para realizá-la”, diz Sato. No caso do empreendedor, o interesse está em melhorar taxas de reciclagem no Brasil e a oportunidade de negócio está em realizar parcerias com empresas.
Depois de identificar paixões e necessidades de mercado, sua ideia de negócio deve ser validada com outras pessoas. No fim desse processo está o desenvolvimento do produto ou serviço, que deve ser uma junção de suas percepções com as lacunas apontadas pelo seu público-alvo.
Outras lições do Primer para encontrar sua ideia são usar a cultura da sua startup para criar uma empresa inovadora; encontrar exemplos para sua startup; e aprender a melhorar seu negócio ouvindo feedback.

2 — Você conhece – de verdade – quem é seu cliente?

Logo depois de ter uma ideia, é preciso encontrar o público que irá consumi-la por meio de um produto ou serviço. Nessa hora, não vale viver de intuições e dizer que todo mundo poderia ser seu cliente.
“Alguns chegam até mim falando que possuem uma ideia genial e que impacta milhões no Brasil. Eu logo respondo para eles pensarem direito em com quem querem falar”, conta Mateus Pestana, co-fundador da Sensedata.
Esse afunilamento de público-alvo aconteceu na própria startup de software. O negócio achou que venderia sua solução para outras startups. Porém, a prática mostrou que as compradoras do programa eram as grandes empresas.
“Elas que conseguiam comprar nosso produto e que de fato queriam aplicar a solução com seus próprios clientes. Hoje temos menos clientes do que imaginamos, mas cada um deles tem um peso grande”, diz Pestana.

3 — Faça um plano de negócios, do básico ao avançado

Se você quer criar uma empresa, provavelmente já possui em mente dados como perfil de público-alvo, possíveis parceiros de negócio e formas de monetização. O registro de tais informações é o chamado plano de negócios.
É uma etapa que pode não só botar a casa em ordem, mas facilitar a divulgação da sua proposta para futuros investidores. Foi o que percebeu João Bogas, growth hacker da startup HandTalk, negócio social de acessibilidade em Libras.
“A gente sempre trabalhou com um plano de negócios mais simples, uma apresentação visual. Mas, como queríamos captar investimentos, trabalhamos nos últimos dois anos em um planejamento mais complexo”, explica.
“Citamos dados novos, como situação do mercado no Brasil e em potenciais alvos de internacionalização. Isso nos ajudou muito na hora de conseguir aportes.”
Se você está começando sua empresa, uma dica do empreendedor é olhar para modelos como o conhecido Business Model Canvas.
Outras lições do Primer para tirar sua ideia do papel são criar um protótipo e apostar em um mentor para melhorar sua startup.

4 — Menos ideias fixas, mais criação de marca

O mundo das startups está cheio de encantamentos. A cada nova semana são divulgada ideias de negócios que pretendem revolucionar o mercado ou trazer disrupção para toda uma indústria. Porém, viver das ideias que surgem no começo da empresa pode matar seu projeto em longo prazo.
Como empreendedor, você provavelmente precisará mudar de posicionamento várias vezes para se adaptar às mudanças do mercado. Mesmo assim, a essência do seu negócio deve permanecer.
Paulo Tenório, fundador da startup de marketing Trakto, conhece bem esse equilíbrio delicado. O empreendedor conta que as primeiras versões do site e da comunicação de seu negócio eram “horríveis”. Foram várias tentativas até chegar ao simples Trakto.
“Recomendo que você, antes de criar o branding do seu negócio, delimite bem qual problema irá resolver e deixe-o ditar suas ações de marketing. Senti isso na pele quando precisei pivotar minha ideia de negócio, indo de propostas comerciais para diversos documentos. Se tivesse seguido o conselho que recebi de um mentor e colocado o nome Proposta Fácil, teria tido muitos problemas.”

5 — Quer acelerar seu negócio? Gere buzz

Nara Iachan, fundadora da plataforma Cuponeria, enfrentou um grande desafio ao tentar popularizar a cultura americana dos cupons gratuitos em terras brasileiras. Mesmo anunciando seus descontos de forma totalmente gratuita, o público-alvo da Cuponeria ainda estava receoso em adotar a solução.
“A gente tinha de gerar assunto. Não é algo fácil, mas não tinha outra forma”, afirma Iachan. A startup se encontrou com mentores, inclusive do Google, e fez uma repaginação total do negócio. Mudou as cores da marca e adotou a linguagem das promoções brasileiras, começando a mudança dentro da empresa.
Após esse reposicionamento, a startup atingiu seu ponto de virada com uma ação promocional. Emitiu cupons de “2 hambúrgueres por 1” para um festival gastronômico. Nessa ação, as pessoas começaram a entender como os cupons funcionavam. O boca a boca do festival atraiu o interesse de gigantes como Unilever para fazer parcerias.
“Conseguimos crescer sem aumentar nossos custos. Então, conheça seu produto, tenha foco e entregue isso para as pessoas da melhor forma possível, gerando novas recomendações. Assim, você acelera o crescimento do seu negócio.”
Outras lições do Primer para fazer sua ideia crescer são arrumar um sócio; aumentar as vendas ao lançar seu projeto; vender sua ideia com uma apresentação memorável; e conseguir investimento para a sua startup.
Fonte https://exame.abril.com.br/pme/5-dicas-do-google-para-criar-seu-negocio-do-zero/

quarta-feira, 18 de abril de 2018

Como esta startup passou em uma seleção mais difícil que Harvard

A Qulture Rocks, startup de gestão que faz até estagiários darem feedback aos CEOs, é a quarta empresa brasileira a ser aceita na aceleradora Y Combinator

São Paulo – A startup Qulture Rocks é a quarta empresa brasileira a realizar um feito invejável. O negócio foi aprovado no começo deste ano na Y Combinator, famosa aceleradora do Vale do Silício (Estados Unidos) que possui uma seleção ainda mais difícil do que a da Universidade de Harvard.
Como a startup conseguiu? Uma pista pode estar na escolha por resolver um problema marcante em vários países, inclusive no Brasil: a falta de feedback honesto e de acompanhamento real das metas empresariais.
“Todas as empresas de sucesso possuem preocupação com o fortalecimento de sua cultura e com a gestão do seu desempenho. Basta olhar para gigantes como a Netflix”, afirma Francisco de Mello, fundador da Qulture Rocks.
Com a aprovação na Y Combinator, o negócio conquistou um investimento de 400 mil reais e o acesso a uma rede de relacionamentos que inclui negócios como Airbnb e Dropbox. A aceleração mudou as metas da empresa para planos ainda mais ambiciosos: crescer seu faturamento em 200% em 2018. 

Ideia de negócio e fim da burocracia em RH

Mello trabalhou no mercado financeiro desde que se formou na Fundação Getúlio Vargas (FGV). Seu último emprego foi na área comercial do BTG Pactual, quando já sentia que o desejo de empreender falava mais alto.
“Sentia vontade de fazer as coisas de um jeito diferente, com gestores diretos, desafios que realmente me ajudassem a crescer e reuniões de feedback mais profundas e legais. Juntei a vontade de empreender com o desejo de criar uma melhor gestão de pessoas.”
Porém, Mello não conhecia nada da área. O futuro empreendedor olhou para um modelo de gestão que admirava, o do grupo 3G Capital, e a partir daí estudou o que as empresas de Beto Sicupira, Marcel Telles e Jorge Paulo Lemann faziam de diferente quando se fala em gestão de pessoas.
Francisco de Melo, fundador da Qulture Rocks Francisco de Mello, fundador da Qulture Rocks
Francisco de Mello, fundador da Qulture Rocks (Qulture Rocks/Divulgação)
Ao todo, foram quatro meses de pesquisa de negócio e mais de 50 executivos e ex-executivos da AB Inbev e Kraft Heinz entrevistados. Mello escreveu um livro e viveu desses rendimentos para criar um mínimo produto viável (MVP) da Qulture Rocks, em abril de 2015.
A empresa incorporou não apenas o modelo de gestão do 3G Capital, mas também das startups do Vale do Silício. Mello já havia investido em duas empresas de tecnologia, a Creditas e a Gympass, durante sua estadia no BTG Pactual.
“Esses dois posicionamentos deram um direcionamento ao nosso software, que mistura o que há de melhor no mundo estável e de manufatura [do 3G Capital] com o melhor no mundo ágil e centrado na experiência do funcionário [do Vale].”
Por meio da ferramenta de gestão da Qulture Rocks, tanto funcionários quanto gestores têm acesso a recursos como avaliações de desempenho, metas, programas de cultura empresarial e programação de reuniões entre líder e liderado.
Os clientes da startup possuem, em média, ciclos de gestão de desempenho que vão de três meses a um ano. No começo de cada ciclo, as empresas estabelecem uma série de expectativas de vendas, orçamento e objetivos de carreira de cada funcionário, por exemplo.
A Qulture Rocks é responsável por monitorar se a empresa está no caminho certo e reunir todas as avaliações. No fim, a startup faz uma análise e informa o que a empresa e seus membros atingiram.
As métricas estão disponíveis em uma versão desktop e em aplicativos para Android e iOS. Além de a empresa conseguir medir melhor seus resultados, os funcionários podem se livrar da burocracia comum aos processos de recursos humanos, afirma Mello.
“O empregado faz seus procedimentos de gestão de pessoas quando ele quiser, e não em uma reunião anual definida pela equipe de RH. Acreditamos que o feedback é muito mais efetivo se é recebido logo após certo comportamento, quando as atitudes ainda estão frescas na memória.”
A Qulture Rocks atende 60 clientes hoje, incluindo negócios como ContaAzul, Nubank e VivaReal. Como forma de monetização, a startup cobra uma licença mensal ou anual de acordo com o tamanho da empresa e o número de funcionalidades usadas pelo cliente. O ticket médio é de 30 mil reais por ano.
Ao todo, mais de 28 mil pessoas usam a ferramenta da Qulture Rocks. Mais de 300 avaliações formais foram feitas, enquanto 61 mil feedbacks informais foram gerados. “Temos como exemplo um estagiário que deu feedback ao CEO. Isso nunca aconteceria em uma companhia tradicional, e achamos isso incrível para a melhora da cultura empresarial”, afirma Mello.
Para o futuro, a startup pensa em focar na aquisição de grandes empresas como usuárias da ferramenta. “Apesar de começarmos com startups, estamos expandindo para áreas mais tradicionais. As empresas sabem que, sem investir em gestão de pessoas, será um grande problema continuar atraindo pessoas boas. Apostamos nessa consciência das grandes.”
Fonte https://exame.abril.com.br/pme/como-esta-startup-passou-em-uma-selecao-mais-dificil-que-harvard/

quarta-feira, 11 de abril de 2018

5 inovações tecnológicas que devem ganhar destaque em 2018

CES 2018 reforçou tendências tecnológicas que já se desenhavam em anos anteriores, como a invasão dos assistentes pessoais digitais e os carros autônomos

A tecnologia está no DNA de empresas competitivas. Todos os processos de negócios, em algum grau, são ou podem ser influenciados por inovações tecnológicas que são desenvolvidas continuamente e todos os anos se apresentam como novos produtos e serviços.
Este ano, a Consumer Electronics Show (CES) 2018, feira anual que acontece em Las Vegas (EUA), reforçou tendências tecnológicas que já se desenhavam em anos anteriores, como a invasão dos assistentes pessoais digitais e os carros autônomos. Já os hardwares (gadgets) devem manter o protagonismo, com aparelhos de ponta representando o que há de mais futurístico na indústria.
Para as empresas, há soluções que podem ser implementadas hoje, de maneira simples, para melhorar a produtividade em várias áreas. Para as pessoas, as novas soluções indicam mais um passo rumo à consumerização, levando conforto e comodidade a um novo patamar. Conheça algumas inovações tecnológicas que devem ganhar destaque ao longo do ano.

1. Chatbots

O atendimento ao cliente, seja qual for o segmento de atuação da empresa, é algo que consome tempo e esforço. O uso de chatbots — softwares programados para responder a questionamentos previsíveis e apresentar uma solução imediata — é uma alternativa para desafogar o atendimento, aumentar o índice de resolução de problemas e facilitar o trabalho da empresa.
Nas redes sociais, em especial no Facebook, já existem ferramentas para a inclusão de chatbots nas páginas para o contato com os seguidores. Esse instrumento pode ser usado tanto para vendas quanto para o atendimento de demandas dos clientes.
O uso de algoritmos, por sua vez, permitirá que o atendimento se torne cada vez mais semelhante ao de um operador humano, aumentando o impacto no marketing de relacionamento de uma empresa. Esse novo grau de relacionamento entre consumidores e marcas será a tônica dos negócios nos próximos anos.

2. Inteligência artificial

Todos os dispositivos que usamos no cotidiano ficarão mais inteligentes. Não apenas computadores e smartphones, mas também óculos, geladeiras, máquinas de lavar e até potes para guardar alimentos. Com isso, deverão se tornar cada vez mais comuns os assistentes pessoais digitais — como a Alexa, da Amazon, um dos principais destaques da CES 2018.
O Google também tem investido pesado na tendência e lançou recentemente o Google Home Mini que, além do elogiado design, funciona de forma integrada a todos os serviços da companhia. Antes de sair de casa, você pode perguntar ao assistente se a previsão do tempo indica chuva para a sua região ou se o tráfego está lento.
Outras aplicações em inteligência artificial devem se consolidar em 2018 — desde softwares em carros autônomos até soluções para gerenciamento e otimização de processos nas empresas. Em breve, as máquinas serão inclusive capazes de tomar decisões de negócios com base em dados e no aprendizado de máquina (machine learning).

3. Wearables e smarthome

A internet das coisas vai invadir sua casa e, por que não, você. Dispositivos vestíveis (wearables) já não são invenções absurdas para o futuro. Camisas, óculos, relógios e outros itens do vestuário se tornarão mais inteligentes e estarão preparados para atender às mais exigentes demandas de comodidade.
Um dos nichos mais lucrativos será o de vestíveis que ajudam no cuidado com a saúde: monitoramento de batimentos cardíacos, de níveis de colesterol no sangue, e até do sono.
Tecnologias wearable não são destinada apenas a aplicações pessoais. A 3M, que investe aproximadamente US$ 1,8 bilhão por ano em P&D, desenvolve linhas de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) equipadas com a tecnologia. O resultado é uma melhor garantia da segurança e da saúde dos trabalhadores.
Um desses produtos é o respirador 3M Versaflo, um EPI com instrumentos motorizados de pressurização que garante o fornecimento de ar puro por meio de uma traquéia protegendo o trabalhador em ambientes de alto risco químico ou biológico. Uma tag RFID acoplada à vestimenta permite a leitura de todos os dados do equipamento por smartphone, conectando, via internet, a área, o operador e o EPI fornecendo dados importantes para as empresas. Dessa maneira, é possível mitigar o risco de acidentes de trabalho.
Aparelhos do lar, por sua vez, poderão ser controlados de maneira mais simples. Já pensou em ter uma geladeira que avisa, via smartphone, que determinado alimento está próximo da data de validade, além de indicar os nutrientes e quantidade de calorias ali presentes? Isso era novidade em 2015. Este ano, a CES deverá destacar a conectividade entre os diversos aparelhos.
Aparelhos do lar, por sua vez, poderão ser controlados de maneira mais simples. Já pensou em ter uma geladeira que avisa, via smartphone, que determinado alimento está próximo da data de validade, além de indicar os nutrientes e quantidade de calorias ali presentes? Isso era novidade em 2015. Este ano, a CES deverá destacar a conectividade entre os diversos aparelhos.
Espelhos e chuveiros são outros itens da sua casa que também poderão passar por mudanças essenciais movidas pela tecnologia.

4. Automação

Nas indústrias, a automação já é uma realidade há décadas. Nos escritórios, a história é um pouco diferente: o foco em processos e pessoas ampliou seu escopo para tecnologias há alguns anos. Inovações para automação nas empresas, como a Robotic Process Automation (RPA) são capazes de aumentar a produtividade em atividades baseadas em regras e ajudar as empresas a economizarem muito dinheiro.
Em 2018, a automação deverá acompanhar os processos de transformação digital nas empresas — tanto nas grandes quanto nas médias. Micro e pequenas empresas, que lutam para se manterem competitivas no mercado com poucos recursos, podem enxergar nessas tecnologias um diferencial competitivo.

5. Carros autônomos

Sentar-se em um carro dirigido por um software pode não ser a experiência mais tranquilizadora para quem já é acostumado a trafegar no trânsito caótico das grandes cidades. Mas carros autônomos têm sido alvo de grandes investimentos por parte das empresas — a Tesla é que mais se destaca —, tanto montadoras quanto as que oferecem caronas como serviço, a exemplo da Uber.
Para isso se viabilizar, outras tecnologias periféricas deverão ser desenvolvidas — como detecção de objetos, visão de máquina, por exemplo. A Nvidia, fabricante de chips e placas gráficas, anunciou recentemente uma parceria com a Volkswagen e com a Uber para o desenvolvimento de carros autônomos. Com o lançamento da Byton, marca de veículos criada para concorrer com a Tesla, devemos ver uma competitividade acirrada no setor — o que irá levar a soluções cada vez melhores.
Fonte http://www.administradores.com.br/noticias/tecnologia/5-inovacoes-tecnologicas-que-devem-ganhar-destaque-em-2018/123682/

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Startup​ ​Brasileira​ ​reduz​ ​em​ ​até​ ​40%​ ​o​ ​frete​ ​internacional​ ​de​ ​importadores​ ​e exportadores.

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Tanto​ ​importadores​ ​e​ ​exportadores​ ​brasileiros​ ​concordam​ ​que​ ​um​ ​dos​ ​principais​ ​problemas enfrentados​ ​no​ ​dia​ ​a​ ​dia​ ​é​ ​a​ ​cotação​ ​do​ ​frete​ ​internacional.​ ​Na​ ​maioria​ ​dos​ ​casos,​ ​para​ ​se cotar​ ​um​ ​único​ ​frete​ ​são​ ​feitas​ ​diversas​ ​trocas​ ​de​ ​emails​ ​com​ ​diversas​ ​empresas.​ ​O recebimento​ ​dessas​ ​solicitações​ ​costumam​ ​ser​ ​demoradas​ ​e​ ​os​ ​valores​ ​ofertados​ ​quase sempre​ ​são​ ​maiores​ ​do​ ​que​ ​o​ ​mercado​ ​pratica​ ​naquele​ ​momento.​ ​Isso​ ​acaba​ ​afetando​ ​todo
O ​processo​ ​de​ ​importação​ ​e​ ​exportação,​ ​impactando​ ​diretamente​ ​no​ ​custo​ ​final​ ​do​ ​produto importado​ ​e,​ ​nos​ ​casos​ ​dos​ ​produtos​ ​exportados,​ ​aumentando​ ​o​ ​custo​ ​Brasil,​ ​prejudicando a​ ​competitividade​ ​dos​ ​produtos​ ​nacionais.
Com​ ​o​ ​intuito​ ​de​ ​melhorar​ ​essa​ ​situação,​ ​uma​ ​startup​ ​catarinense​ ​criou​ ​uma​ ​plataforma online​ ​capaz​ ​de​ ​reduzir​ ​em​ ​até​ ​40%​ ​o​ ​valor​ ​dos​ ​fretes​ ​internacionais​ ​de​ ​importadores​ ​e exportadores​ ​brasileiros​ ​e​ ​reduzir​ ​para​ ​minutos​ ​o​ ​tempo​ ​de​ ​recebimento​ ​de​ ​uma​ ​proposta de​ ​frete.​ ​Por​ ​meio​ ​da​ ​Cheap2ship,​ ​é​ ​possível​ ​cotar​ ​e​ ​comparar​ ​valores​ ​entre​ ​os​ ​maiores agentes​ ​de​ ​cargas​ ​que​ ​atuam​ ​no​ ​país​ ​e​ ​fechar​ ​todos​ ​os​ ​fretes​ ​em​ ​um​ ​só​ ​lugar.
Para​ ​Julio​ ​C.​ ​Torniero​ ​Coelho,​ ​Analista​ ​de​ ​Vendas​ ​Internacionais​ ​Sênior​ ​de​ ​uma multinacional​ ​exportadora​ ​de​ ​Jaraguá​ ​do​ ​Sul​ ​-​ ​SC,​ ​a​ ​plataforma​ ​Cheap2ship​ ​é revolucionária​ ​-​ ​O​ ​processo​ ​antigo​ ​de​ ​cotação​ ​de​ ​fretes​ ​continha​ ​sérios​ ​problemas: necessidade​ ​de​ ​envio​ ​de​ ​diversos​ ​e-mails​ ​para​ ​agentes​ ​de​ ​cargas,​ ​acarretando​ ​perda​ ​de produtividade;​ ​demora​ ​no​ ​tempo​ ​de​ ​resposta,​ ​o​ ​que​ ​poderia​ ​levar​ ​até​ ​à​ ​perda​ ​de​ ​vendas; incoerência​ ​entre​ ​preços​ ​cotados​ ​e​ ​fechados​ ​e,​ ​principalmente,​ ​custos​ ​muito​ ​mais​ ​altos​ ​do que​ ​os​ ​praticados​ ​no​ ​mercado.​ ​-​ ​A​ ​utilização​ ​da​ ​Cheap2Ship​ ​possibilitou​ ​para​ ​mim​ ​receber em​ ​minutos​ ​diversas​ ​cotações​ ​de​ ​muito​ ​mais​ ​agentes,​ ​podendo​ ​assim​ ​comparar​ ​custos, transit​ ​time,​ ​taxas​ ​e​ ​condições,​ ​podendo​ ​fechar​ ​o​ ​frete​ ​em​ ​um​ ​só​ ​lugar,​ ​e​ ​pelo​ ​melhor​ ​preço possível​ ​completa​ ​Julio.
Para​ ​Jociano​ ​Motta,​ ​CEO​ ​e​ ​Founder​ ​da​ ​Cheap2ship,​ ​os​ ​importadores​ ​e​ ​exportadores brasileiros​ ​precisavam​ ​de​ ​uma​ ​plataforma​ ​adaptada​ ​ao​ ​mercado​ ​brasileiro.​ ​Por​ ​meio​ ​desse entendimento​ ​e​ ​do​ ​comportamento​ ​dos​ ​profissionais​ ​da​ ​área​ ​foi​ ​desenvolvida​ ​a​ ​plataforma que​ ​se​ ​moldou​ ​e​ ​se​ ​molda​ ​a​ ​cada​ ​dia,​ ​suprindo​ ​assim​ ​a​ ​necessidade​ ​de​ ​quem​ ​atua​ ​nesse segmento.
A​ ​sede​ ​da​ ​empresa​ ​fica​ ​em​ ​Bombinhas,​ ​Santa​ ​Catarina,​ ​localizada​ ​entre​ ​os​ ​principais​ ​polos logísticos​ ​e​ ​tecnológicos​ ​do​ ​Estado.
Fonte http://www.painellogistico.com.br/startup%E2%80%8B-%E2%80%8Bbrasileira%E2%80%8B-%E2%80%8Breduz%E2%80%8B-%E2%80%8Bem%E2%80%8B-%E2%80%8Bate%E2%80%8B-%E2%80%8B40%E2%80%8B-%E2%80%8Bo%E2%80%8B-%E2%80%8Bfrete%E2%80%8B-%E2%80%8Binternacional/

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

A ligação entre as gigantes da tecnologia e as startups

As grandes empresas sabem que a inovação disruptiva virá de startups que dão agora os primeiros passos. Por isso, elas querem ajudar as estreantes a crescer

Não eram nem 6 da manhã, os primeiros raios de sol iluminavam as ruas de São Francisco, na Califórnia, e o engenheiro Lucas Mendes já enfrentava sua terceira reunião com a equipe da Revelo, startup de recrutamento digital da qual é cofundador com o sócio Lachlan de Crespigny. Em pleno verão americano, a diferença de fuso horário entre a cidade americana e São Paulo, onde fica a sede da Revelo, era de 4 horas a menos. Do quarto do hotel, Mendes delegava via teleconferência tarefas ao pessoal de marketing e tecnologia antes de sua agenda do dia de fato começar. Ele era um dos 12 brasileiros que estavam no programa de aceleração de empresas do Google, o Launchpad, criado no início de 2016 e focado em países emergentes.
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Na quarta turma acelerada pelo Google, quatro brasileiras estavam entre as 33 empresas de 17 países: além da Revelo, participaram a Contabilizei, plataforma de contabilidade para pequenas empresas; o Guichê Virtual, que vende passagens de ônibus online; e a Arquivei, de gestão de dados fiscais. O programa, de seis meses de duração, incluiu um intensivão, em julho, de duas semanas em São Francisco, com mentores e especialistas de áreas como marketing e desenvolvimento de produto.
Além disso, o Google oferece 50.000 dólares para a startup gastar como quiser, 100.000 dólares em créditos para compra de serviços do próprio Google e a colaboração de executivos no período. “Quando está em São Francisco, o empreendedor consegue ver de perto o que é o ecossistema do Vale do Silício e interagir com outras startups que no futuro poderão ser parceiras ou clientes”, diz Roy Glasberg, líder do programa de aceleração de startups do Google.
Mendes e Crespigny, da Revelo: o selo de acelerada do Google trouxe novos clientes | Fabiano Accorsi
A rotina da turma que EXAME acompanhou no espaço do Launchpad foi puxada, com mais de 10 horas diárias de reuniões, palestras e rodadas de mentoria. O objetivo: melhorar o produto de startups que já estão no mercado mas ainda não ganharam escala, durante as duas semanas que os fundadores e os principais executivos passaram no Vale do Silício. Por isso, os times locais estavam em alerta para testar as sugestões dos mentores. “Uma mudança no produto que poderia facilmente consumir dois meses para ser testada no Brasil aqui tem de se provar em dias. A velocidade no Vale do Silício é outra”, disse Mendes na ocasião. Depois que ele voltou de lá, no final de julho, a Revelo recebeu 14 milhões de reais do fundo Valor Capital e do grupo australiano de recrutamento Seek. Além disso, o selo de empresa acelerada pelo Google trouxe novos clientes, como o Hospital Albert Einstein, a Ambev e a Cielo.
Para as startups que participam do programa do Google, que já gastou 7,5 milhões dólares com a iniciativa, as vantagens são grandes. Além de mentores, acesso a especialistas e à tecnologia, as startups acabam tendo contato com fundos de capital de risco e outros potenciais investidores. Mas qual é a vantagem para uma empresa como o Google, que faturou nada menos que  90 bilhões de dólares em 2016, apoiar novatas que ainda brigam por um lugar ao sol? Não é preciso ir longe para encontrar a resposta.
Em 1998, os fundadores do Google, Larry Page e Sergey Brin, ainda estudantes da Universidade de Stanford, receberam o primeiro cheque de 100.000 dólares de um investidor e montaram oficialmente a empresa numa garagem da cidade de Menlo Park, na Califórnia. Em 2006, as maiores companhias do mundo em valor de mercado eram petroleiras. Agora, cinco companhias de tecnologia encabeçam o ranking das maiores, liderado pela Apple, avaliada em 898 bilhões de dólares e seguida pela Alphabet, dona do Google, com 720 bilhões. É consenso que a inovação disruptiva do futuro virá de startups que podem nem ter nascido ainda. E as grandes de hoje já foram iniciantes um dia.
Cristina Junqueira e David Velez, sócios do Nubank: a fintech brasileira vai ser acelerada pelo Google em 2018 | Caio Guatelli
Outra razão para investir no ecossistema de inovação é bem prática. Muitos produtos do Google são direcionados para desenvolvedores de novas tecnologias. “Se uma startup constrói produtos para o Android, sistema operacional de celulares do Google, isso é obviamente interessante para a companhia”, diz José Papo, gerente de relacionamento do Google com desenvolvedores e startups na América Latina.
A companhia não ganha dinheiro diretamente com o Android, pois é um sistema com código aberto, que pode ser modificado pelos desenvolvedores e ninguém precisa pagar nada por ele, mas fatura — e muito — com o licenciamento de outros produtos, como o Google Maps. Ou seja, incentivar uma iniciante a usar sua plataforma tecnológica é uma forma de conquistar mercado no futuro, quando essa startup ganhar musculatura. No Launchpad, ninguém é obrigado a usar os produtos da companhia, mas os 100 000 dólares em crédito de produtos são um incentivo a que pouca gente resiste.
Na próxima rodada de aceleração, agendada para janeiro, o programa deverá dar mais ênfase à inteligência artificial. Isso fez com que o Google selecionasse pela primeira vez startups brasileiras mais maduras. O Nubank, fintech — empresa de tecnologia da área financeira — mais badalada do país, é uma das escolhidas, juntamente com a Loggi, de entrega por motoboys, e com a Zap Viva Real, de classificados digitais de imóveis. “Escolhemos startups com grande base de dados que podem explorar melhor as possibilidades do machine learning”, diz Papo.
Com 2,5 milhões de clientes e outras 500.000 pessoas na lista de espera, o Nubank teve uma receita de 237 milhões de reais no primeiro semestre deste ano, e é uma das apostas para ser o primeiro “unicórnio” — empresa avaliada em mais de 1 bilhão de dólares — do Brasil. A empresa foi convidada a participar do programa de aceleração, que prometeu a seus fundadores adaptar parte da agenda para atender aos interesses do banco digital. “Além de inteligência artificial, queremos entender como o Google trabalha a escalabilidade de áreas como recursos humanos”, diz David Vélez, presidente e um dos fundadores do Nubank.
Toque para ampliar
O Google não é o único gigante a apostar no que se convencionou chamar de aceleradoras corporativas de startups. Microsoft, IBM, Oracle e Cisco têm programas semelhantes focados no desenvolvimento de startups. Corporações que originalmente não têm nada a ver com o Vale do Silício, como Coca-Cola, Airbus e Disney, também criaram aceleradoras. Esse tipo de estrutura de apoio ao empreendedor digital é recente. Criada em 2005 em Boston e depois transferida para São Francisco, a Y Combinator é considerada a primeira aceleradora do mundo a impulsionar negócios inovadores com alto potencial de crescimento — e continua a ser uma das mais relevantes, com quase 1.500 startups aceleradas.
Boa parte das aceleradoras que vieram na sequência foi bancada por investidores individuais e fundos de private equity, que aportam valores baixos em troca de participação acionária na startup, em geral de 5% a 7% do capital. Em troca, oferecem apoio técnico e educacional, gestão e até um espaço de trabalho. E só ganham dinheiro se a startup der certo, vendendo suas ações para outros investidores. Ou seja, achar o próximo Airbnb ou Dropbox — ambas impulsionadas nas fases inicias pela Y Combinator — é a obsessão desse mercado. Nos últimos três anos, as grandes empresas despertaram para a criação dos próprios modelos de aceleração.
Recentemente, a americana Gust, plataforma digital de gestão de investimento em -startups, lançou um relatório que mapeia o cenário de aceleradoras no mundo. Existem 579 programas de aceleração, que já ajudaram mais de 11 000 novatas a ganhar escala. Mais da metade dos programas é financiada total ou parcialmente por grandes companhias — e isso deve crescer. Se no passado quase a totalidade das aceleradoras dependia da venda de ações para fechar as contas, o índice caiu para 33%. Isso porque o movimento de saída é lento e pode levar até dez anos. “Hoje, o modelo de aceleração faz mais sentido para uma corporação, pois ela não depende do retorno do capital investido, que é um valor ínfimo perto dos investimentos totais”, diz o húngaro Miklos Grof, um dos autores do estudo da Gust e investidor em espaços de trabalho compartilhados no Brasil.
Evento de desenvolvedores da Microsoft: no Brasil, a empresa de Bill Gates quer financiar startups | Elaine Thompson/AP Photo
O temível “efeito Kodak” é um dos principais motivadores para as grandes empresas se aproximarem das startups. Ninguém quer ser surpreendido por uma tecnologia que acabe com seu negócio da noite para o dia, como foi o caso da fabricante de produtos fotográficos analógicos que não conseguiu antever a rápida ascensão da fotografia digital. Por isso, muitos programas de aceleração miram startups que criam produtos nas áreas de atuação da companhia patrocinadora.
A Oracle, empresa de softwares corporativos, lançou neste ano seu programa de aceleração em oito cidades globais — São Paulo está entre as escolhidas. Um dos focos é encontrar startups com boas soluções de computação na nuvem, área que já representa 51% do faturamento da Oracle. Na versão brasileira do programa, seis startups foram selecionadas para receber mentoria, ter acesso gratuito a produtos da Oracle e utilizar seu espaço de trabalho compartilhado, que fica perto da sede da empresa justamente para aproximar empregados de empreendedores . “A expectativa é que a cultura de inovação das startups, que têm processos mais ágeis, acabe influenciando de forma positiva os funcionários da empresa”, diz Rodrigo Galvão, presidente da Oracle no Brasil.
Do ponto de vista das corporações, acessar a inovação por meio de startups é também uma forma segura de pisar em terrenos incertos. “É compreensível que uma grande empresa seja cautelosa no foco de inovação, pois ela passou anos desenvolvendo uma marca e precisa proteger seu negócio”, diz Ron Yerkes, diretor da aceleradora SAP.iO Foundry, patrocinada pela empresa alemã de software SAP, nos Estados Unidos. “Já as startups estão inovando num ritmo muito mais rápido e podem se arriscar em tecnologias completamente desconhecidas.”
Laboratório da Dasa: várias frentes para se ligar com startups de saúde e inovar | Germano Lüders
Apesar de parecer que todo mundo sai ganhando, há riscos para ambos os lados. Startups são, por definição, negócios de alto risco. A mortalidade dessas empresas é altíssima: no Brasil, 74% fecham as portas após cinco anos. Por isso, as corporações precisam estar preparadas para o fato de que aquela ideia brilhante, criada por um time jovem e empolgado, simplesmente pode não dar certo.
Outro risco é o choque de cultura. Companhias tradicionais podem não estar preparadas para a velocidade que os negócios digitais exigem e acabar engessando a relação com essas empresas. “Se a startup precisa entrar na fila de suprimentos para receber um material, já deu errado”, diz Pedro Waengertner, da Ace Startups, aceleradora que criou programas específicos para algumas empresas tradicionais, como a Braskem. “Se uma grande empresa quer trabalhar com uma startup, tem de buscar uma afinidade de cultura, caso contrário, ambas acabam frustradas.”
Não existe, porém, um modelo único de aproximação entre esses dois universos. O ecossistema de inovação hoje no Brasil é composto de diversas camadas: há desde a turma de uma ideia na cabeça e sem um produto viável até empresas estruturadas que já sabem como e onde querem chegar mas precisam de financiamento para isso, sobretudo na faixa dos 500.000 aos 2 milhões de reais. É justamente nesse segmento que a Microsoft quer atuar.
No exterior, a empresa de Bill Gates é dona de uma das maiores aceleradoras corporativas do mundo, por onde já passaram 647 startups. No Brasil, quer ajudar as novatas com dinheiro. Para isso, montou o fundo BR Startups, com capital de 27 milhões de reais, do qual são sócias também Qualcomm, BB Seguridade e Grupo Algar, entre outras empresas, e que foi estruturado para atuar em diferentes áreas, como finanças e agronegócio.
Em setembro, a Tbit, empresa que analisa imagens de grãos, sementes e folhas, recebeu 1  milhão de reais do fundo e da empresa de biotecnologia Monsanto, outra sócia da BR Startups. “O que acontece no Brasil é que muitas empresas passam pela fase de aceleração, estão prontas para os próximos passos, mas não têm recursos para seguir em frente”, diz Franklin Luzes, vice-presidente da Microsoft Participações.
Y Combinator, em São Francisco: a aceleradora recebe ações de startups em troca de ensinamentos | Divulgação
O fato é que cada vez mais grandes empresas querem se associar a startups. O laboratório Dasa, por exemplo, aposta em diferentes formas de trabalhar com elas. Em agosto, anunciou uma parceria com o Cubo, espaço de trabalho financiado pelo banco Itaú e pelo fundo RedPoint eventures. A Dasa bancará um andar do novo prédio do Cubo apenas para abrigar startups da área de saúde. Essas companhias poderão utilizar — para fazer testes clínicos, por exemplo — a capacidade ociosa nos laboratórios e nos hospitais do grupo (a família Bueno, principal acionista da Dasa, é dona também da Ímpar, que tem nove hospitais). “Uma grande empresa não consegue ser tão ágil e eficiente quanto uma startup quando se trata do desenvolvimento de novas tecnologias em saúde”, diz Pedro Bueno, presidente do laboratório.
Outra frente criada dentro da Dasa são as chamadas células ágeis, espécie de startups dentro da própria companhia. Para elas, são colocados desafios relacionados aos negócios do grupo, como aumentar em 20% os agendamentos de exames de ultrassom pela internet. Hoje, existem 15 células em operação, mas a meta é ter 40 em 2018. Bueno é quem também está liderando os investimentos da família por meio do fundo DNA Capital, com cerca de 200 milhões de reais separados para focar empresas de biotecnologia. Duas delas já receberam investimento do DNA Capital: a americana Arterys, de inteligência artificial em radiologia, que fica no Vale do Silício, e a brasileira Beep.
No caso da startup nacional, que recebeu 5 milhões de reais em agosto, o foco é o atendimento médico em domicílio. Com 800 médicos cadastrados, as consultas são agendadas pelo site ou via aplicativo. A breve chegada da Beep ao universo da Dasa já mexeu com a empresa. “Vimos que havia uma oportunidade de oferecer vacinas pela plataforma, com a aplicação no laboratório. Em dois meses, as vendas de vacinas da Dasa aumentaram cerca de 5% com a ferramenta”, diz Bueno. Quando há afinidade entre um gigante do mundo empresarial e uma startup de tecnologia, o céu é o limite para os novos negócios que podem ser gerados.
Fonte https://exame.abril.com.br/revista-exame/os-gigantes-e-as-startups/

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